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Médico explica novo método menos invasivo para tratar a obesidade.

Sutura Endoscópica, método com alta hospitalar rápida e menor risco de complicações

Entre os vários métodos para tratar a obesidade, há o recém-chegado método de sutura endoscópica, um avanço na especialidade que beneficia os pacientes que optam por um tratamento menos agressivo para diminuição do peso.

De acordo com o Médico Victor Dib, Cirurgião Bariátrico, o novo método não possui incisões cirúrgicas e é um procedimento rápido que dura de 40 a 60 minutos.

A alta hospitalar ocorre no mesmo dia e tem menor risco de complicações após o procedimento, com índice de perda de peso corporal entre 20 e 30%.

“A sutura endoscópica é menos agressiva que a cirurgia, pois não há cortes, sendo feita através de endoscopia, pela boca. Desta forma, o trauma sobre o organismo é muito menor, bem como, os riscos de complicações e infecção”, explica.

O médico explica que o novo método endoscópico é indicado para pacientes com obesidade leve e moderada, como também, para aqueles pacientes com obesidade severa, mas que por receio ou medo preferem não passar pelo procedimento cirúrgico, optando por esta técnica menos invasiva.

“Após o procedimento de sutura endoscópica ocorre uma rápida recuperação, sendo possível alta hospitalar no mesmo dia em 90% dos casos. Os pacientes já iniciam dieta líquida no mesmo dia e seguem uma dieta progressiva, orientado pela nutricionista. Em 3 dias, no geral, já são liberados para suas atividades diárias e em 15 dias já podem iniciar academia”, explicou.

A perda de peso já começa logo após o procedimento. “Ocorre que, após a gastroplastia (sutura endoscópica), o paciente sente pouca fome e consegue manter uma dieta restritiva, orientada pela nutricionista”, relata.

Habitualmente, no primeiro mês já se consegue 10% de perda de peso. A perda continua ao longo de dois anos, atingido 25% do peso inicial. “É muito importante o papel da nutricionista e psicóloga neste processo, que ajudam o paciente a restabelecer hábitos saudáveis. O método é seguro, mas os pacientes devem seguir todas as orientações da equipe médica. O índice de complicações é muito baixo e, quando ocorrem, costumam ser leves. Embora seja um método recente no Brasil, já é realizado nos EUA e Europa desde 2013. Portanto, já se tem estudos com mais de dois anos de acompanhamento que demonstram a eficácia e segurança do método endoscópico”, explica.

Ainda assim, qualquer método para tratar a obesidade, seja endoscópico ou cirúrgico, requer o comprometimento do paciente com a mudança de hábitos, ou seja, corrigir aqueles hábitos que contribuíram com o ganho de peso.

“O método endoscópico faz seu papel, reduz a fome e coloca o paciente em condições de fazer as mudanças necessárias, mas é preciso o acompanhamento com a equipe multidisciplinar até que essas mudanças virem hábitos. Portanto, se o indivíduo não buscar isso, é possível o reganho de peso após a realização do procedimento”, finaliza.

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